Empresas optantes pelo Simples Nacional precisam redobrar a atenção com um golpe que tem se espalhado por e-mail: o envio de DAS falsificado, acompanhado de mensagens com aparência profissional e dados reais do negócio.
Os criminosos utilizam informações verídicas, como razão social, CNPJ, endereço e período de apuração, para dar credibilidade à cobrança. O objetivo é induzir o empresário ou responsável fiscal a realizar o pagamento de um boleto ou DARF fraudulento, que não tem qualquer ligação com a Receita Federal.
Documento falso imita cobrança oficial
Geralmente, o e-mail traz um arquivo em PDF que simula um documento oficial de arrecadação. O layout costuma reproduzir elementos visuais semelhantes aos da Receita Federal, incluindo logotipo, valores, data de vencimento e até código de barras ou QR Code para pagamento.
Apesar da aparência legítima, essas guias não são emitidas pelo PGDAS-D nem pelo Portal do Simples Nacional. O valor pago é direcionado diretamente para contas controladas pelos golpistas.
Receita Federal não envia guias por e-mail
É importante reforçar: a Receita Federal não envia DAS, DARF ou boletos por e-mail, mensagens ou links externos. A emissão das guias deve ocorrer exclusivamente pelos canais oficiais do governo, como:
Portal do Simples Nacional
Sistema PGDAS-D
Portal e-CAC da Receita Federal
Qualquer cobrança fora desses ambientes deve ser considerada suspeita.
Como evitar cair no golpe
Algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos:
Emitir guias somente nos portais oficiais;
Desconfiar de cobranças inesperadas ou com tom de urgência;
Conferir cuidadosamente a origem do documento antes de pagar;
Evitar pagamentos via links ou QR Codes enviados por terceiros;
Manter colaboradores e clientes informados sobre golpes recorrentes.
Em caso de pagamento indevido, a recomendação é entrar em contato imediato com o banco, registrar ocorrência e comunicar a Receita Federal.
Fraudes como o golpe do DAS falso têm se tornado cada vez mais comuns com a digitalização das obrigações fiscais. Por isso, a conferência da autenticidade das cobranças é essencial para evitar prejuízos financeiros e dores de cabeça jurídicas.
